Se a vida com Belgas e Franceses é difícil com Austriacos é hilária e com as Italianas é ótima. Cedo demais pra isso. Sim é cedo demais. Fim de semana longo. Começou na quinta e tenho a impressão que desde o Brasil não bebia tanto. O que explica a ressaca monstro de sexta. Mas o que era uma reunião de amigos na quinta, virou uma odisséia alcoólica. Ao menos pra mim e pra Italiana que me fez companhia até quase 8 da manhã. Os amigos foram ficando cada vez mais bêbados e mais barulhentos. Horas até se arrastando pelo chão. Enquanto nós ficávamos mais bêbados, sentados perto da janela, com a luz tênue da vela criando um clima que não tinha de ser. Mas foi. Falando de design de romance, Jazz e milhões de trivialidades que muitas vezes faltavam palavras em inglês pra expressar a profundidade do que queríamos dizer. Isso é a pobreza do inglês. A sexta começou, com o sol na minha cara. Bêbado andando por quase 1 hora pra chegar em casa. Fumando Marlboros de € 8,35 o maço. Tendo pela primeira vez a impressão de que valeu a pena ver o sol nascer aqui. O céu estava limpo, e o dia quente. Dormi quase o dia todo, quando acordei bêbado lá pelas 3 da tarde, não conseguia nem pensar. E o que era álcool rapidinho virou ressaca. E eu quase disse a famosa. "Nunca mais eu ...". Ainda bem que tive o bom senso e a sabedoria de me manter calado. A noite não demorou muito a chegar e entre cochilos, pedaços de pizza e jarras de coca cola. A ressaca foi me consumindo aos poucos. Duas da manhã chegam os Arianos, bêbados, contando bravatas e fazendo perguntas absurdas sobre os macacos no Brasil. Muitas piadas de um humor tão negro quanto duvidavel. Mas que entre meio a todo o álcool e a forma fria e imperativa que falavam uns com os outros a noite se foi, a Belga reclamou do barulho. Eu ri e entre as goladas na minha Heineken disse: I don't give a fuck. E o alcoolismo estendeu até ir pra cama as 6 e pouco. Conseguindo mais lugares pra visitar pela Europa. Não deitei bêbado, mas acordei pedindo a morte. Trabalhar as 5 da tarde era a única coisa que não queria. E salve salve neosaldina. Foram umas quatro pra tentar amenizar a cabeça que insistia em doer. O resultado dessa vez deixou um pouco a desejar mas lá fui eu servir mesas durante quase 6 horas. E ai o Carioca liga. Minhas amigas vieram, preciso de você. Onde e quando, resposta automática que veio sem se lembrar da cabeça que doía. As meninas eram ótimas, mais Italianas, que dessa vez em um Café com um tanto de Hit do anos 80 transformaram minha ressaca em alcoolismo de novo, tudo bem o Gin and tonic ajudou um pouco. Mas as meninas me divertiram muito e voltamos pra casa fazendo farra uns com os outros pelas ruas movimentadas de Dublin as 4 da manhã. Ficou a promessa de que eu e o carioca vamos passar uns dias com elas em setembro. Vamos ver o que acontece até lá. Enquanto isso o Facebook vai sendo a ponte que queremos atravessar. E o domingo era pra ser dos justos. Acabou sendo dos bêbados. A ressaca me acompanhava e ai já não me deixava comer mais. Trabalhei como quem diz que merda é essa que eu to fazendo aqui. Não tinha vida no meu corpo. Aliás me faltava muita água. Voltei pra casa ainda cedo e acabei dormindo no sofá enquanto tentava resolver a crise existencial do meu computador que anda insistindo em dar pane. Acabei perdendo o horário e não indo me despedir das Italianas. Que foram de volta pra casa hoje pela manhã. O dia foi feio chuvoso, o computador continua em crise. Tentei fazer compras mas estava tudo fechado. Meu celular deu pane geral e agora preciso de um novo. E a vida vai seguindo.
Há uma semana
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