Infância e rock'n roll. E ficou muito divertido também.
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Infância e rock'n roll. E ficou muito divertido também.
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Adoro estar apaixonado, adoro o fato de sofrer. É tão latente e tão masoquista. E fico aqui com o peito apertado, escutando Wiked Game. Pensando no por que não disse o que tinha de ser dito. E ao mesmo tempo sei, lá, no fundo do meu âmago que chega de jogos, que chega de aceitar tudo e de correr atrás. A minha angustia maior é saber que eu posso ser o vilão da história, mas não sou. Claro que essa é minha versão. Mas nela eu não estou sendo criança ou "moleque" como cansei de escutar. Estou apenas cansado; e se não da pra entender isso, que assim seja. E wiked Game ainda é uma música linda, mas qualquer uma do Smiths faria o mesmo efeito. Aliás acho que girlfriend in a coma, diria tudo, It's serious, it's really serious, I Know.
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Bom eu sabia que ia acontecer, e já tinha antevisto isto a mais de 1 mês. O fato de ter levado a mocinha nova pra casa da família lá no interior serviu apenas para tornar tudo meio inevitável. O fato é que encontrei com a mocinha antiga esse final de semana, em um dos vários casamentos que fui, bom, fui a este por que queria vê – La. Claro que queria ver os outros amigos também. Mas o lugar não cabia, eu senti a tensão desde o primeiro momento que a vi. Acho que se ela tivesse uma arma teria atirado em mim. E ainda tive que ficar tolerando piadinhas da minha ex cunhada. A mocinha foi fria, ela continua linda, mas sei que ela não quer me ver. E a melhor coisa é ficar longe, assim caminhei para outro casamento e passei o resto do fim de semana enrabichado com a novata. E as coisas são fáceis, meio instáveis as vezes mas divertidas. A questão é, até onde ir, até onde sei pra onde estou indo, sei que meu coração não sabe. E minha cabeça não está tão convencida de tudo isso.
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Foram 10 dias, e em alguns momentos pareciam uns cento e tantos. E eu trabalhando de saco cheio, mal humorado me sentindo desvalorizado. Acho que tudo começou por causa da demoção que sofri. Assistente de produção. Bom não sou assistente. E ai vem o cachê. Mal pra caralho. Ai fiquei louco, e faltou peito pra sair quando podia, depois disso o jeito era engolir e trabalhar mesmo sem querer. E foi assim, até que tive a epifania. Não estava puto com o ridículo do jogador de futebol. Ou com a vadia da mulher dele que me tratava feito um empregado e nem muito menos com o tosco do motorista que gostava de dar ordens como se fosse o produtor da bagaça. Eu estava puto comigo mesmo, com o fato de não ter mandado ela a merda quando pude, de não ter valorizado meu trabalho. De achar que eu precisava daquilo. Eu precisava sim da grana, mas não de me rebaixar. E eu juro, isso não ocorre de novo. Fico em casa jogando baralho, e bebendo água de coco, mas não me sujeito a ser mal pago, por que é gente idiota como eu que ta destruindo o mercado e fazendo com que cada vez mais os donos de agências queiram baixar ainda mais os cachês. Bom mas isso já foi semana passada.
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